Expedição Botânica ao Grande Vale do Côa

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2 days, 2 nights
Guarda, Portugal
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A região abrangida pela expedição botânica

O rio Côa representa um importante corredor fluvial, com cerca de 140 km de extensão. Desde a nascente, na Serra das Mesas (Sabugal), até à foz, no rio Douro (Foz Côa), este rio atravessa a zona planáltica da Beira Interior, que corresponde ao fim da Meseta Ibérica. Este extenso território, com um relevo essencialmente plano, é formado principalmente por granitos, com altitudes que variam entre os 600 e os 900 metros. A Serra das Mesas, que é o berço do rio Côa, atinge uma altitude de 1250 metros e é influenciada pela continentalidade da Meseta, contribuindo para invernos rigorosos e verões quentes. A uniformidade da paisagem só é interrompida pelo vale profundo do rio Côa e alguns dos seus afluentes.

A sua paisagem natural recuperou nas últimas décadas, e agora existem grandes extensões de carvalhos jovens, misturados com prados naturais e bosques de freixos. Consequentemente, a vida selvagem regressou ou reforçou a sua presença neste território, com destaque para grandes herbívoros como o veado e o corço.

Esta paisagem é formada por uma grande diversidade de plantas mediterrânicas, incluindo várias espécies endémicas da Península ibérica.

 

Riqueza botânica do Grande Vale do Coa

Ao longo da região atravessada pelo rio Côa, as paisagens são constituídas por aglomerados de Carvalho-negral (Quercus pyrenaica), Azinheira (Quercus rotundifolia), Sobreiro (Quercus suber) e matagais. Estes são intercalados com áreas abertas nas zonas mais baixas, geralmente prados frescos delimitados por linhas de freixos (Fraxinus angustifolia).

No planalto, algumas áreas também são divididas por muros e pequenas sebes, onde ainda pastam bovinos. A diversidade de ambientes permite a ocorrência de uma grande variedade de plantas, algumas delas com distribuição restrita à Península Ibérica. Entre elas, destacam-se a pequena e aparentemente frágil Linaria saxatilis, a Giesta-branca (Cytisus multiflorus), a Dedaleira-ibérica (Digitalis thapsi), a Boca-de-lobo (Antirrhinum graniticum), a Ornithogalum concinnum e a bela Rosa-albardeira (Paeonia broteri).

Na Expedição Botânica ao Grande Vale do Côa, exploraremos também as áreas rewilding, a fim de apreciar a evolução da paisagem e a diversidade botânica mediterrânica.

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