O Paul de Toirões foi uma antiga exploração mineira, entretanto, cessada há quase uma década. Alimentada pela Ribeira de Tourões, formou uma das maiores superfícies de água em todo o Vale do Côa, encontrando-se distribuída numa grande diversidade de ambientes como lagoas, canais, charcos permanentes e temporários, interligados por zonas húmidas sazonalmente alagadas e repletas de vegetação aquática e ribeirinha que cresce sobre as antigas zonas de extracção de volfrâmio e inertes. Em redor de toda esta água, abundam os salgueirais, algumas zonas de canavial, bem como uma floresta jovem, mas extensa, composta principalmente por Carvalho-negral (Quercus pyrenaica) e Azinheira (Quercus rotundifolia).



O Paul de Toirões, apesar do seu recente passado, é uma área que já apresenta uma elevada importância para a biodiversidade, com importantes comunidades de flora e fauna aquática, destacando-se a presença do Cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis), do Cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa), da Lontra (Lutra lutra), de uma colónia nidificante de Garça-real (Ardea cinerea), bem como um casal reprodutor de Tartaranhão-ruivo-dos pauis (Circus aeruginosus), bandos de Pato-real (Anas platyrhynchos) e de Marrequinho (Anas crecca), Maçarico-bique-bique (Tringa ochropus), Narceja (Gallinago gallinago). Quer a Cegonha-branca (Ciconia ciconia) quer a Cegonha-preta (Ciconia nigra), podem ver-se por aqui, regularmente, à procura de alimento ou refúgio.
A zona é ainda um hotspot para as aves, já com mais de 100 espécies observadas, sendo frequentada por várias espécies de aves de rapina, com a ocorrência confirmada de Milhafre-preto (Milvus migrans), Milhafre-real (Milvus milvus), Águia-cobreira (Circaetus gallicus), Águia-calçada (Hieraaetus pennatus), Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), Grifo (Gyps fulvus), Abutre-preto (Aegypius monachus), Abutre-do-Egipto (Neophron percnopterus), Falcão-peregrino (Falco peregrinus), Gavião (Accipiter nisus) e, ocasionalmente, Águia-real (Aquila chrysaetos). Mas também aqui se observa o Abelharuco (Merops apiaster), a Pega-azul (Cyanopica cooki), a Poupa (Upupa epops), o Picanço-barreteiro (Lanius senator), o Corvo (Corvus corax), a Toutinegra-real (Curruca hortensis), o Guarda-rios (Alcedo atthis), a Andorinha-das-barreiras (Riparia riparia), o Rouxinol-grande-dos-caniços (Acrocephalus arundinaceus), entre muitas outras.
Do grupo dos mamíferos, a Lontra (Lutra lutra), o Veado (Cervus elaphus), o Corço (Capreolus capreolus), a Raposa (Vulpes vulpes), o Texugo (Meles meles) e o Javali (Sus scrofa) são os mais frequentes.
Esta é também uma área rewilding, onde a associação Rewilding Portugal está a implementar acções de restauro ecológico para tornar o Grande Vale do Côa num lugar onde os processos naturais e as cadeias tróficas completas desempenhem papéis fundamentais na paisagem. Num futuro ameaçado pelas alterações climáticas, o Paul de Toirões poderá ser um oásis para a vida selvagem no Grande Vale do Côa, garantindo a permanência e o regresso de muitas espécies fundamentais ao ecossistema, e demonstrar como o rewilding pode ser uma solução viável até nas paisagens mais humanizadas.

ESTA É UMA ÁREA PRIVADA, QUE NÃO ESTÁ ABERTA AO PÚBLICO. SÓ SÃO AUTORIZADAS VISITAS ACOMPANHADAS POR GUIAS CERTIFICADOS
Extensão: 1km (visita curta); 8km (percurso mais longo)
Tipologia: circular
Duração: de 1h a 5h
Extra: a actividade pode incluir um picnic, representando um custo extra
Época aconselhada: Pode ser realizado durante todo o ano. No Verão é preciso atenção às elevadas temperaturas. Contudo, parte do percurso é algo arborizado e com alguma sombra.
Recomendações e conselhos práticos
Para esta actividade é recomendável calçado confortável (de preferência botas de caminhada ou calçado desportivo) e restante vestuário adaptado à estação do ano e às previsões meteorológicas. Chapéu para a cabeça e protector solar. Sugere-se ainda levar água (pelo menos 1L) e um reforço alimentar (por exemplo, fruta, barras energéticas, frutos secos).
O programa previsto pode sofrer algumas alterações caso as condições meteorológicas se apresentem demasiado adversas.
1 DIA: até 4 participantes – 175,00 € (preço de grupo)
1/2 DIA: até 4 participantes – 135,00 € (preço de grupo)
Para grupos maiores ou outras condições, por favor contacte-nos.
O preço indicado inclui o acompanhamento por guia especializado e certificado, todas as autorizações, transporte local, seguros.
A reserva de lugar só é garantida mediante o pagamento de 50% do valor da inscrição.
Oferta de desconto igual ao IVA para clientes particulares.
Acresce o IVA aos preços indicados, para empresas e outras entidades.
Através dos contactos disponibilizados, indicando o seu nome e contacto de telemóvel/email.
A reserva de lugar só é garantida mediante o pagamento de 50% do valor da inscrição.
Email: info@wildlifeportugal.pt
Telemóvel/WhatsApp: +351 918 068 872
(chamada para a rede móvel nacional)
Durante as nossas actividades, comprometemo-nos com a salvaguarda do meio ambiente, com a minimização de impactes ambientais e a redução da poluição.

Com a realização desta actividade, apoiamos as acções de gestão e conservação que promovem a coexistência e o retorno das espécies selvagens ao Grande Vale do Côa, sob a gestão da Rewilding Portugal, através de uma contribuição financeira.



